Quem eu sou enfim nesta jornada insensata?
Somos simples peças de tabuleiro!
Como pedra esculpida permitiu que as coisas que nos cercam
venham morar em nos,
além da nossa inesperada insignificância.
O que para mim significa grandeza, para outros pode ser nada.
Quem sabe ao certo donde vim e para onde vou;
andando neste vagar desperto e estonteante, deste meu aspecto emocional.
Oh! Fala-me afinal!
_ Como todo ser deixa-se levar pela tristeza ou alegria que o engole, mas aproxima-o do seu interior.
Nesta atmosfera de sensibilidade, tento desvendar o enigma, descortinando o mistério da essência da vida,
que paira no espaço sem medida, sem fim.
As pessoas ficam presas em suas próprias histórias;
no entanto haverá um dia em que ultrapassaremos o véu da mediocridade, saindo da aurora do nada, onde alcançaremos a luz da sabedoria,
pois ela vem como dádiva da fonte divina.
Antes que minha alma fragmentada de magoas e pavor me infeste; dolorosamente revejo minhas emoções; hora amada, hora sofrida; que me faz afogar numa taça rasa e estreita da ignorância.
Procurando conhecer o universo numa estranha magia e numa lógica absoluta; sei que não abrirá outra vez a flor que abriu um dia.
Antigas miragens e esperanças vãs de quando tu foste nada, num momento do nada, num amanha incerto,
perguntei!
_ Vim como águia donde não sabendo e onde sem saber, alimentava-me com os pedaços do pão abençoado por Deus.
Flora primavera!
Findou a inocência e com voz fugidia,
tendo nos lábios um beijo ardiloso e passivo,
recuo soberano.
Na aurora radiante surgindo o sol é um caçador que laça.
Observando os meus pés esmagando a grama macia por onde passo.
As ramagens suspirando recriam sonhos de outrora.
Só no amor encontrei profundeza,
só na verdade encontrei a paz e num momento do nada.
Suspirei.
Pois o resto é tudo fantasia...
Flavy